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Out 06

"Amei-o como nunca amei ninguém. Por ele dispus-me a viver uma verdadeira vida samburu. Com isso fiquei muitas vezes doente, mas continuei lá porque o amava. Muita coisa mudou desde que Napirai nasceu. Um dia ele disse-me que aquela criança não era filha dele. A partir daí o meu amor quebrou. Os dias passaram com altos e baixos e muitas vezes ele me tratou mal."

Acabei de ler o livro que comprei ontem: "Casei com um Massai". É um relato na primeira pessoa de uma tão insólita como forte história de amor, com um final abrupto. Mais do que isso, é o relato da adaptação de uma europeia culta e independente ao estilo de vida semi-nómada de um guerreiro analfabeto e fiel às tradições em plena África. Uma história antropológica também.


Corinne, uma empresária suíça, vai de férias ao Quénia com o namorado, quando avista um guerreiro Massai por quem se apaixona perdidamente. Volta à Suíça, rifa o namorado, vende a casa e os carros, trespassa o negócio e parte de novo para África para tentar encontrá-lo. Demora três meses a consegui-lo.

Após vários encontros e desencontros, e diligências difíceis devido à burocracia e corrupção, acabam por casar-se legalmente e de forma tradicional. Corinne vai viver com a tribo de Lketinga, numa «manyatta», uma cabana feita de madeira e de excrementos de vaca, onde não há nada de nada daquilo a que um europeu está habituado. Por amor, adaptou-se a tudo, mas uma alimentação baseada em carne de cabra, chá e leite misturado com sangue levam-na contrair malária e a hepatite, fruto da má nutrição.

 

Para ganhar dinheiro e ajudar a melhorar a qualidade de vida da agora sua comunidade, Corinne comprou uma carrinha e abriu uma pequena mercearia. Contudo, os constantes problemas mecânicos, os assaltos, as viagens complicadas e a corrupção desiludiram-na profundamente e depauperaram a sua conta bancária depositada na sua terra natal.

Uma filha selou o amor do dois, mas os hábitos sociais profundamente diferentes e, sobretudo, os ciúmes obsessivos de Lketinga obrigaram Corinne a fugir para a Europa sensivelmente quatro anos depois do início desta aventura.

 

(Corinne e a filha actualmente)

Um livro que nos faz pensar no que fazemos e como nos adaptamos por amor e também nos limites que temos para conviver desta forma como uma pessoa tão diferente. Em suma, como é difícil ter uma vida a dois quando os conflitos entre culturas é tão flagrante.

publicado por * às 23:55
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comentários:
Bem... gostaria d deixar meu depoiment a respeito. Ñ li o livro, mas vi o filme e pelos relatos e descriçoes das ocorrencias dessa historia, pode crer q ´e o filme foi bem fiel ao livro. Eu penso q ela foi uma mulher e tanto, uma das poucas e raras pessoas q abandonam toda luxuria para viver um amor q acreditou estar acima de todos bem materiais. Porem cega por se entregar a alguem com uma cultura q se limita a um estado mental doentio de ciumes. É indignante a parte em q ele se recusa a ajudar a mulher q esta tentdo um parto e o bebe acaba morendo. Se uma cultura faz um ser humano nao agir em pro de uma situaçao como essa, enato acho q uma pessoa assim na merece o amor de uma mulher q dedica a sua vida a ajudar os necessitados.
Everton Costa a 4 de Setembro de 2009 às 20:17

Gostei muito do livro e de facto ela é uma GRANDE mulher como se dedicou a um amor que ela acreditara
Telmo a 28 de Fevereiro de 2009 às 12:37

Essa maluca deveria ser internada, fumou um cigarrinho do demônio e quis ver a coisa preta. Não respeitou a cultura dos Massai, usou de sua beleza para capturar o cara (quem dispensaria naquelas condições), e depois não aguentou a barra. Deveria ter vivido como eles, ou ela achava que ia ser um mar de rosas. Ainda saiu ganhando um livro. A própósito, o Massai recebe alguma coisa por ela estar ganhando os tubos em cima dele?
j. pedra a 2 de Dezembro de 2006 às 14:05

O Massai não tem direito nenhum a venda do livro(por sinal excelente), e o dinheiro que ela depositou todo em cima dele, que nem trabalhar ele queria.
E a filha que eles tiveram? Que ele nem sustenta.
Vamos deixar o machismo de lado cara.......
Anónimo a 17 de Julho de 2007 às 21:37

Dei comigo a ler o livro e a ver as fotos constatemente para perceber a paixão dela por ele .Adorei o livro e admiro a paixão dela por ele.E a coragem em deixar tudo .
susy sergio a 23 de Outubro de 2006 às 16:06

bem, as diferenças culturais podem ser extremamente atenuadas, quando um antropologo sai para o terreno mune-se de ferramentas k o conduzem e ajudam a entrosar-se em qq meio por mais agreste k pareça.
o k m parece aki k de facto emerge, como cerne de conflito, é a eterna diferença entre homem e mulher numa relação, e essa existe em todas as comunidades... amar nunca será fácil... mas é dessa diversidade k nascem as grandes experiencias k nos fazem crescer...

Bjs
Pot
potlatch a 20 de Outubro de 2006 às 21:34

bem, as diferenças culturais podem ser extremamente atenuadas, quando um antropologo sai para o terreno mune-se de ferramentas k o conduzem e ajudam a entrosar-se em qq meio por mais agreste k pareça.
o k m parece aki k de facto emerge, como cerne de conflito, é a eterna diferença entre homem e mulher numa relação, e essa existe em todas as comunidades... amar nunca será fácil... mas é dessa diversidade k nascem as grandes experiencias k nos fazem crescer...

Bjs
Pot
potlatch a 20 de Outubro de 2006 às 21:32

Demonstra bem o que uma mulher é capaz de fazer por amor :)
LopesCa a 17 de Outubro de 2006 às 13:34

Eu diria que essa senhora é louca. Mas cada um sabe de si. Pelo menos serviu para escrever o livro.
Rui Silva a 16 de Outubro de 2006 às 00:19

O livro deve ser muito interessante mas quando as diferenças são assim tão grandes, não há amor que resista!!!!!
soaresesilva a 15 de Outubro de 2006 às 17:25

Deve ser uma história fantástica.Ainda existem pessoas que por amor abdicam de tudo. Eu acho que sou um bocado comodista e nunca chegaria a esse extremo.Acho eu. Mas admiro quem o faz. Bom Domingo. Bjs
Arte por um Canudo 2 a 15 de Outubro de 2006 às 16:42

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